Battlefield 3

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9,5 Nota Final
Longevidade : 10/10
Jogabilidade : 10/10
Gráficos : 9/10
Som : 10/10

Componente Gráfica | Sonoplastia | Modo Multiplayer | Modo CO-OP | Interacção com espaços envolventes

Bugs gráficos | Modo campanha de curta duração | Modo CO-OP também ele de curta duração

Num ano recheado de qualidade ao nível dos FPS, chegou a altura de arregaçar as mangas e pegar num dos títulos mais esperados, não só devido ao seu concorrente directo, CODMW 3, já analisado na edição anterior, mas também porque Battlefield já representa uma referência digna no mundo dos videojogos, além de que o trailer efectivamente prometia muito.

Cada vez mais este tipo de jogos está direccionado para o multiplayer mas a verdade é que continuo a adorar a experiência que é oferecida com a opção single player. No entanto há que reconhecer que esta não é tão envolvente quanto a do seu rival directo mas acaba por conseguir ser igualmente interessante. A história, apesar de ser básica, coloca-nos na pele de Henry “Black” Blackburn. É no decorrer de um interrogatório (e para alguns é provável que isto não seja propriamente original) que este vai desvendando alguns segredos e da mesma forma avançando na narrativa. Conta com doze missões, o que infelizmente não é muito, mas também tal circunstância já não é novidade. O facto de não ser tão envolvente deve-se essencialmente ao factor repetição. De tanto em tanto tempo, e com o avançar do jogo, começa a ser previsível o que os inimigos nos preparam e como o fazem, o que acaba por retirar algum factor “surpresa”. Digo algum pois. de quando em vez, lá aparece uma sequência que nos deixa verdadeiramente arrebatados. É um modo que não é levado ao extremo, que não tem a mesma intensidade dramática ou ritmo de outros mas é seguramente muito agradável e igualmente cinematográfico.

Relativamente à jogabilidade existem prós e contras. A favor temos que ter em conta as inúmeras opções que o jogador tem à disposição, bem como a enorme interacção com o ambiente que nos rodeia que nos permite destruir praticamente tudo, o que favorece em larga escala o realismo e a ligação com o espaço cénico. No mesmo sentido, uma palavra de apreço à vasta oferta de veículos disponíveis para manobrar (desde tanques, aviões, jipes, etc.) que neste tópico deixa claramente o seu rival para trás! A interacção entre jogador e restantes elementos é adequada e a IA é assertiva. Tirando uma ou outra situação (muito esporádica) os inimigos correspondem e estão à altura do desafio. Já no que diz respeito à dificuldade esta é um tanto inconstante, apresentando-nos assim momentos em que nem tempo para respirar temos (com vagas incessantes de vilões) e noutras ocasiões, fácil e rapidamente os aniquilamos.

Nos aspectos técnicos, Battlefield 3 é um colosso e ao mesmo tempo um monstro. Graficamente é simplesmente estonteante, com uma definição fora de série. Os reflexos, os jogos de luzes e sombras encontram-se altamente realistas e representam um marco na tecnologia para o futuro dos videojogos. Curiosamente este foi o primeiro título que experimentei que não vem preparado para Win XP, pois, para tamanha qualidade visual, o sistema operativo anterior já não reunia as condições mínimas. Por outro lado, é um monstro, pois requer uma máquina extremamente potente e exige praticamente o topo de gama das placas gráficas, o que poderá não estar disponível para todos os utilizadores. Apesar de todo este poderio visual, a verdade é que não deixam de acontecer alguns bugs estranhos e inconcebíveis para tamanha capacidade, como pernas e até armas a passarem por entre as paredes. Não são situações muito frequentes é certo mas não deixam de aparecer algumas vezes.

Já sonoramente é irrepreensível. A envolvência é brutal e transporta-nos num ápice para o centro da batalha. O som dos helicópteros, motores de tanques e todos os outros veículos incluídos bem como as armas é do mais realista que ouvi e resulta muito bem. O mesmo acontece com efeitos sonoros e a própria banda sonora disponível, na qual se denota que foi criada especificamente para o jogo, complementando e engrandecendo-o em praticamente todas as sequências.

Outra agradável surpresa foi a inclusão de um novo modo, denominado CO-OP, que consiste em jogar on-line (preferencialmente com um amigo) seis missões que permitem desbloquear para o multiplayer armas entre outros adereços. Além desta funcionalidade é um modo bastante divertido apesar de não possuir a opção de ecrã dividido. O entretenimento garantido é trocado, mais uma vez, por um modo de pequena duração.

A grande aposta no modo multiplayer é sem dúvida alguma muito bem conseguida. Se até aqui tenho vindo a referir a curta duração das várias modalidades de jogo, o mesmo não posso dizer para este caso. Os mapas são enormes e para os quais podemos encontrar os habituais Squad Team Deathmach, Team Deathmatch, Squad Rush, Rush e Conquest. São inúmeras as opções que podemos ir desbloqueando, portanto contem com várias e prolongadas horas de jogo (segundo a Electronic Arts poderá ir até às 100 horas para se desbloquear a totalidade dos conteúdos). Uma novidade implementada é o Tactical Light com o qual podemos cegar os nossos adversários… ou a nós próprios se não o utilizarmos devidamente.

No final, Battlefield 3 não é apenas “mais um”. Tem vida própria e representa um marco a nível gráfico, tal é o seu poderio e exigência técnica. Apesar de possuir uma campanha singular demasiado curta, compensa com um multiplayer verdadeiramente fantástico e duradouro. A nova aquisição do modo CO-OP traz missões variadas, com objectivos distintos e baseados em confrontos directos, condução de veículos e stealth. Apesar de um ou outro percalço, é um jogo realmente agradável que nos transporta para uma nova experiência por demais realista e a qual obrigatoriamente tem que ser vivida. Quanto à recorrente questão sobre qual é melhor, CODMW 3 ou Battlefield 3? Pois… a única resposta a que consegui chegar é que são ambos, de facto, muito bons a todos os níveis.

Autor: Andre Santos Pesquise todos os artigos por

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