Gears of War 3

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10 Nota Final
Longevidade : 10/10
Jogabilidade : 10/10
Gráficos : 10/10
Som : 10/10

Gráficos soberbos, jogabilidade e banda sonora soberbas... simplesmente soberbo.

Por muitas cutscenes que o jogo tenha, nunca me interessei muito pelas personagens.

A saga Gears of War foi sem dúvida das mais influentes desta geração de consolas, popularizando e refinando o sistema de cover que se tornou tão comum nos shooters e tornando-se sinónima com a consola da Microsoft. Agora, com o lançamento do terceiro jogo na trilogia, esta finalmente chegou à sua conclusão.

Visão Geral do jogo

Após a perda de Jacinto, a última cidade dos humanos e a destruição da fortaleza dos Locust em Gears 2, o Planeta Serra ficou à mercê dos Lambent, uma raça que resulta da mutação dos Locust com Imulsion, um combustível amarelado nativo do planeta. Estes já tinham sido introduzidos nos jogos anteriores, mas pouco se sabia sobre eles.

Desesperados, as restantes forças da agora dissolvida Coalition of Governments (COG) separaram-se em dois grupos: o primeiro refugiou-se num dos últimos carriers navais, um barco militar de enormes proporções enormes, enquanto que o segundo decidiu reforçar a sua posição numa fortaleza abandonada.

Jogabilidade

Após três títulos, a jogabilidade da saga está refinadíssima, os controlos são fluídos e simples, vemos a introdução de armas novas como a retro lancer, uma metralhadora mais poderosa do que a lancer normal, mas com menor precisão ou lança-granadas que disparam debaixo do chão.

A campanha é a mais longa da saga, mas nunca se arrasta ou prolonga-se por mais tempo do que devia, em boa parte devido ao foco na história, personagens, batalhas excitantes com uma excelente sensação de urgência e especialmente a variedade de inimigos. Não me lembro da última vez que vi um shooter com tantas variações: monstros, desde os antigos e grubs, tickers e wretches presentes no primeiro jogo, passando pelos grinders, kantus e flamers do segundo jogo e agora os armored Kantus, wild Locusts e especialmente os Lambent. Estes, ao morrerem, podem explodir ou até mutar, tornando-se em criaturas completamente novas e ainda mais perigosas (em alguns casos crescendo tentáculos enormes, mas tornando-se imóveis). Numa  época em que os shooters começam a imitar o COD, onde basicamente só vemos dois tipos de inimigos (soldados com metralhadoras e soldados sem metralhadoras) é bom ver tanta diversificação nos inimigos num shooter – diria até que faz lembrar a época 16 bits, quando os jogos de plataformas, SHMUPS e beat´em ups tinham uma enorme variedade nos inimigos que encontrávamos.

Gears of War 3 destaca-se também pelos modos de jogo. Podemos jogar em co-op até 4 jogadores, em modo normal ou arcade, onde cada kill vale um certo número de pontos e temos que tentar fazer combinações para ganhar multiplicadores; os conhecidos modos online, como deathmatch, king of the hill e agora o novíssimo Beast Mode.

Em Beast Mode controlamos os locust e temos de atacar as fortificações humanas. Cada locust funciona de forma diferente; os tickers podem morrer com apenas dois tiros, mas têm ataques kamikaze que podem eliminar pequenos grupos com uma só explosão, passando pelos grubs e Kantus, chegando até ao imparável Berseker. A partir do momento que começam a jogar com o Berseker já nada vos detém e é divertidíssimo a facilidade com que arrasamos torres de defesa ou grades eléctricas. Já, por exemplo, em Horde mode, controlamos os humanos e com cada ronda ganhamos dinheiro baseado no número de inimigos que matamos, que depois é gasto em criar fortificações e defesas para a nossa base e, sim, se não têm cuidado o Berseker destrói-vos tudo.

Gráficos

Graficamente, Gears 3 é sem dúvida o jogo mais atraente que já vi numa Xbox 360: as texturas, modelos, animações, backgrounds e a luminosidade estão à frente do que eu esperaria de uma consola com 6 anos de idade, mas a verdade é que a Epic não poupou esforços e espremeu tudo o que conseguiu da consola da Microsoft. Se tivesse de apontar alguma crítica aos gráficos (e por acaso até tenho) seria a falta de Anti-Aliasing, ou, se esta existe, não em quantidade suficiente. Isto porque graficamente o jogo sofre dos famosos jaggies, ou seja, superfícies que deviam ser planas ou lisas parecem ter alguma irregularidades serrilhadas, como se fossem pequenos degraus.

Som

Aliado a um excelente grafismo temos também uma soberba banda sonora, músicas épicas e orquestrais que aparecem nos melhores momentos e sabem quando devem sair de cena. Até os efeitos sonoros são brilhantes: quando disparo sobre o alvo e oiço aquele “squish” fico com vontade de nunca tirar o dedo do gatilho.

Longevidade/Resumo

Com uma longa (pelos padrões actuais de shooters) e excelente campanha e com variadíssimos modos multiplayer, Gears of War 3 é um jogo que veio para ficar e durar… pelo menos enquanto houver jogadores. Mas, mesmo depois deste ser esquecido pela comunidade, poderão sempre voltar a jogar pela campanha ou divertirem-se com bots.

Numa consola que ficou famosa pelos shooters e enquanto fã de Halo, posso dizer que Gears 3 é sem dúvida alguma o melhor jogo do seu género para a Xbox 360, é um jogo copiado mas ainda não foi superado e recomendo-o vivamente.

Autor: Goncalo Tordo Pesquise todos os artigos por

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